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Casa Cor SP 2016: a descontração, por Nildo José

Uma visão do quarto e, ao lado, a jabuticabeira que deu origem ao nome do espaço do estreante Nildo José na Casa Cor São Paulo 2016.

Uma visão do quarto e, ao lado, a jabuticabeira que deu origem ao nome do espaço do estreante Nildo José na Casa Cor São Paulo 2016.

Acho que ainda não comentei por aqui, mas como Casa Cor São Paulo está comemorando 30 anos, o tema central do ano é “Celebração“: e o chamado “Espaço Jabuticaba” de Nildo José me pareceu um espaço gostooooso como só ele, e descontraííííído como só ele, ótimo para ce-le-brar, mas muito bom também para “dar um tempo”, e relaxar… A ideia foi a de criar um loft que, apesar do nome de coisa complexa, na verdade é simplesmente um estúdio, um espaço, um lugar para se estar bem tranquilo, bem “na sua” – ou para “encher de gente”, sem limite, com espação para se esparramar!

Toda a beleza do pequeno estar do "Espaço Jabuticaba" de Nildo José. Clique para ver maior.

Toda a beleza do pequeno estar do “Espaço Jabuticaba” de Nildo José. Clique para ver maior.

Para início de conversa, um banco: Nildo diz que o ponto de partida para a criação foi o banco, pois além da questão de se trabalhar com um elemento marcante e multifuncional, quis buscar a ideia de que no mobiliário de concreto embutido à parede “sempre cabe mais um”, ou seja:

Numa boa festa, sempre cabe mais um. O importante é o espírito de confraternização entres os familiares e os amigos.
A ideia do banco faz analogia direta com o espírito do aniversário de três décadas da Casa Cor. Não há um limite exato
de pessoas sentadas aqui no espaço, sempre cabe mais um!”

E o banco em concreto que rodeia todo o ambiente serve de espaço para sentar-se, para acomodar os chapeus, bolsas e objetos dos visitantes, para apoiar compras, para dar apoio a um bar, para dar assento ao jantar, para servir de apoio para a lenha da lareira para servir de base para uma mesinha lateral, para virar um criado-mudo perto da cama e, finalmente, para assistir como porta toalhas na área da banheira. Ufa! Mas que banco! (e que design…) E não é só: Nildo capricha nos detalhes, escolhe bem as cores, trabalha bem a iluminação – suave, delicada, irrepreensível – é simples, discreto e jovem – sim, tem apenas 27 anos, está na mostra mais badalada do país e faz um espaço desses! É muito para uma pessoa só, concordam? MAASSS… alguns bons gênios conseguem superar todos os problemas e adversidades e fazem trabalhos super bonitos, super especiais assim, logo de primeira!

Um detalhe do quarto: repare na iluminação baixa e no aconchego das persianas e cortinas.

Um detalhe do quarto: repare na iluminação baixa e no aconchego das persianas e cortinas.

Mas há muito mais para se ver no espaço de Nildo e aqui chamo a atenção de vocês para o mobiliário complementar: a sala de jantar conta com uma cadeira de Jorge Zalzuspin (fornecida pela Etel) e pela banqueta “Tripé“, assinada por Claudia Moreira Salles. Há um lindo sofá da italiana Natuzzi e uma cama da Codex Home, assinada pelo profissional. Nos acessórios me chamaram a atenção o bar feito com caixas de madeira ‘maple‘ (a mesma do piso), que aparecem em outros lugares do ambiente para outros guardados e a “desarrumação arrumada” das obras de arte, ora apoiadas no banco que rodeia o espaço, ora fixadas às paredes.

O banheiro: praticamente um quadro no meio do espaço.

O banheiro: praticamente um quadro no meio do espaço.

Muito destaque também para o banheiro criado dentro de uma caixa em madeira com bordas ebanizadas, pisos e paredes em concreto no acabamento Mr. Cryll e portas de correr em vidro. A bancadinha feita com “KairosDekton da Consentino imita mármore Carrara à perfeição. A pequena banheira da Doka e os belos metais da Deca complementam com muito luxo o lugar bem pensado – e um tanto devassado, é verdade…

O início de tudo: a jabuticabeira preservada pela técnica japonesa da Kokedama.

O início de tudo: a jabuticabeira preservada pela técnica japonesa da Kokedama.

Faltou dizer que o nome do projeto se deu pela homenagem à pequena jabuticabeira que fica entre o sofá e a cama do espaço, suspensa por cabos de aço conforme dita a técnica japonesa “Kokedama“. A kokedama significa basicamente bola de musgo e é mais ligada a fazer arranjos. É uma variação do bonsai, mas é mais simples. A kokedama tem a magia do bonsai, mas é mais fácil de cuidar pois consiste em uma bola de terra com musgo em volta e uma muda plantada em cima. Parece um mundo em miniatura e o arranjo mais comum é o pendente (preso com náilon ou com sisal). Também pode se apoiar o arranjo em pedras ou com pedaços de madeira bruta. É enfim mais uma daquelas maravilhas que só os japoneses percebem que dá para se criar com as plantas, tratando-as bem e cultivando-as como se fosse possível “conversar” com elas.

Descontração nos bastidores: caixas, sapatos, roupas, cabideiros, bicicleta, etc.

Descontração nos bastidores: caixas, sapatos, roupas, cabideiros, bicicleta, etc.

Achei que o equilíbrio de cores claras e neutras – sem resvalar para os neutros pura e simplesmente por serem neutros – a delicadeza da composição, a sabedoria em se utilizar de peças de design brasileiras com muita tradição, e internacionais de alto prestígio – e ‘otras cositas más‘ – fizeram o sucesso de Nildo. Acho que foi uma estreia sensacional, que me impressionou muito bem – e eu sou muito crítica, nem preciso dizer a vocês!  Super parabéns ao jovem profissional: só posso esperar por mais e mais belos projetos no futuro!

SERVIÇO
CASA COR SÃO PAULO
Jockey Club de São Paulo – Avenida Lineu de Paula Machado, 775
Cidade Jardim – São Paulo – SP
De terça a quinta das 12h às 21h
Sextas, sábados e feriados das 12h às 21h30
Domingos das 12h às 20h
Até 10 de julho de 2016

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