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Na Casa Cor Rio 2016 – alguns destaques

A mansão Rocha Miranda que sedia a Casa Cor© Rio 2016 e seus maravilhosos jardins: sempre um destaque.

A mansão Rocha Miranda que sedia a Casa Cor© Rio 2016 e seus maravilhosos jardins: sempre um destaque.

Como resumir uma edição da mostra Casa Cor©, principalmente se esta se realiza no Rio ou em São Paulo? (Belo Horizonte também começa a fazer parte do ‘seleto grupo’ de mostras da marca que devem ser vistas…  ) É difícil, viu? E mais ainda tentar transmitir tudo que se viu, que se ouviu – e se percebeu – para quem está à distância e não vai ter oportunidade de ir “ao vivo e a cores”?  Pois é, eu me preocupo com estas questões quando escrevo por aqui e é óbvio que todo mundo que tenta descrever um lugar, uma situação, um acontecimento tem essa dificuldade. Mas é preciso fazer pelo menos uma “pequena introdução” para que eu entre então no que mais curto fazer: uma análise completa!

Por isso esse post, que acaba por não ser curtinho pois eu tenho a mania de refletir e escrever… Me perdoem, mas é pelo bem de quem lê, já sabem. Gostaria aqui de destacar apenas o que vi de mais interessante ou impactante na mostra, vamos ver se consigo:

Os lindos lustres da "Joalheria" de Angela e Patricia Meza: pendentes muito exclusivos em alta.

Os lindos lustres da “Joalheria” de Angela e Patricia Meza: pendentes muito exclusivos em alta.

O que mais vi – com certeza, e pela ordem:
Lustres lindésimos – a maior parte dos ambientes, ainda que contem com um light design que inclua iluminação auxiliar, embutida ou não, exibem um belíssimo lustre pendente. Pode não ser apenas um e, de um modo geral, vi diversos, os mais bonitos. Dos ambientes simples aos mais produzidos todo mundo se preocupou em fixar um no seu teto.

Pisos de mármore e, em seguida, em madeira – certamente por se tratar da luxuosa residência de uma das famílias mais tradicionais da sociedade carioca do século passado, vi muitos pisos no mais nobre dos materiais: o mármore. Em diversos tipos, tons e medidas de peças e, para dizer a verdade, nem me preocupei em anotar o quê ou como. O importante é dizer a vocês que, se forem visitar a mostra… olhem para os pisos!
A outra “preferência nacional” foram lindos pisos em madeira, quem nem se pode afirmar com certeza se eram mesmo madeira ou algum material imitando – há porcelanatos absolutamente fabulosos no mercado atualmente, vocês sabem. Até vinílicos com carinha de madeira me impressionaram: juro!

No "Design de Ninar" - lindo quarto de bebê bolado por Leila Dionizio - o teto, além de revestido, recebe neon com desenho de nuvem: um destaque!

No “Design de Ninar” – lindo quarto de bebê bolado por Leila Dionizio – o teto, além de revestido, recebe neon com desenho de nuvem: um destaque!

Tetos trabalhados – com tudo: de detalhes de iluminação – o que é mais comum – a revestimentos e pinturas especiais. O papel de parede pintou, assim como a madeira (obviamente) e as pinturas que chamavam o olhar. Essa preocupação com os tetos é recente em nosso país e eu acho muito boa: na Europa tetos absurdamente trabalhados em riquíssimos materiais são muito comuns, ninguém mais nota. Mas aqui, a “pobreza visual” de nossos tetos, mesmo em monumentos e palácios é marcante. Daí que, se a Casa Cor começar a cuidar dos tetos dessa nação de alguma forma, eu vou achar o máximo, mesmo!

Toda a beleza do piso de mármore na "Unidade Omni": um closet masculino bolado por Rodrigo Barbosa.

Toda a beleza do piso de mármore na “Unidade Omni“: um closet masculino bolado por Rodrigo Barbosa.

Pontos altos:
A arquitetura da mansão e seus jardins – com certeza e como sempre, quando a Casa Cor© acontece num espaço do tipo é impossível não admirar a beleza, as dimensões e o conforto das casas de antigamente. Os jardins são um caso à parte. Vá ver e aproveite bem!

Coisa que adoro: detalhe da mesa posta no "Bistrô do Jardim" de Ricardo Melo e Rodrigo Passos. Um charme, não? Clique para ver maior.

Coisa que adoro: detalhe da mesa posta no “Bistrô do Jardim” de Ricardo Melo e Rodrigo Passos. Um charme, não? Clique para ver maior.

O tamanho da mostra – eventos muito grandes cansam qualquer cristão. Por mais profissionais que hajam no mercado, por mais gente que queira entrar para o ‘star system” de Casa Cor©, é ótimo visitar uma mostra pequena onde você sabe exatamente onde viu isso ou aquilo, e até guarda detalhes e nomes de participantes. Portanto, a saudável rotatividade de nomes estrelados e de novos talentos é muito boa também para quem visita. Espero continuem assim.

Diversidade de propostas – pode parecer bobo, pois as mostras são para isso. Mas tem vezes em que está tudo tão igual…

Eu adoro verde, principalmente neste tom. E na "Livraria" de Alexandre Cardim ele foi especialmente destacado pela bela dupla de poltronas.

Eu adoro verde, principalmente neste tom. E na “Livraria” de Alexandre Cardim ele foi especialmente destacado pela bela dupla de poltronas.

Um ponto negativo: o calor…
Bem, de verdade, de verdade, com portas e janelas abertas e gente entrando e saindo para todos os lados, é praticamente impossível manter um ar condicionado funcionando, ou mesmo uma cortina de ar, ou algo similar para refrescar os ambientes. Mas foi sofrido, viu? Eu, que não sinto muito o calor, percebi como estava difícil andar pela casa e ficar em espaços às vezes bem pequenos e muito quentes. Havia muita gente, mas não o suficiente para tornar a visita um martírio. E esta foi a reclamação que mais se ouviu, para todos os lados. Portanto, há que se preocupar com o tema em próximas mostras. Ah claro: estamos em outubro, já na primavera mais quente do Rio, quando a mostra costuma acontecer entre agosto e setembro.

Nota: este é só um primeiro post, viu gente? Outros virão, com certeza!

Serviço:
Casa Cor Rio 2016
Rua Marques de São Vicente, 268 – Gávea (Residência Celso Rocha Miranda)
Até 20 de novembro de 2016
Terça a domingo das 12h às 21h

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