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Segunda Edição do Prêmio Oxford Porcelanas de Design

No ano passado, Raphaell Valença arrebatou o prêmio com uma proposta bem simples e bela. Confira uma entrevista com ele no site do prêmio.

No ano passado, Raphaell Valença arrebatou o prêmio com uma proposta bem simples e bela. Confira uma entrevista com ele no site do prêmio.

Eu gosto da Oxford : uma empresa brasileira de excelência (e POR excelência…  ) e que está sempre buscando novidades para sua boa linha de produtos – de variados padrões, tipos e categorias – não pode ser deixada de lado. Daí que só neste ano fiquei sabendo de uma iniciativa muito boa deles, bem na área do design: foi a Segunda Edição do Prêmio Oxford de Design que busca novos talentos para assinar uma linha para a marca. Neste ano, dentro do tema escolhido – “nova geração de brasileiros” – foram mais de 660 artes aprovadas – imaginem quanta gente talentosa há neste país afora!  – e que concorreram à votação pública e, depois, foram submetidas a uma fase de avaliação por um júri técnico, de onde saíram os três finalistas.

Mas foi difícil, viu? O corpo de jurados teve de escolher entre os trinta mais votados pelo público – ainda muita gente, concordam? E estes jurados também eram dos mais exigentes: a designer gráfica Joana Lira, a estilista Isabella Giobbi e os designers Paulo e Carol, da Fetiche Design debruçaram seu olhar apurado por muitos detalhes e só então escolheram os três felizardos.

"Manifesto Natural", padrão de Beatriz Coppola foi o grande vencedor do concurso da Oxford neste ano. Segundo ela “É importante que as coisas com as quais convivemos sejam capazes de contar histórias". Clique para ver maior.

Manifesto Natural“, padrão criado por Beatriz Coppola foi o grande vencedor do concurso da Oxford neste ano. Segundo ela “É importante que as coisas com as quais convivemos sejam capazes de contar histórias“. Clique para ver maior.

Beatriz Coppola, arquiteta de Joinville, teve sua arte escolhida como a mais bonita e eu gostei do que vi em seu trabalho: com muita personalidade, chama a atenção pela sobreposição das formas geométricas e pela quase ausência de cor. Batizada de “Manifesto Natural“, traz a contemporaneidade inspirada no mármore, na madeira, no concreto e no ouro, de acordo sua criadora.

A linha da carioca Ana Claudia Viana combina grafismos, cores e frases motivacionais, compondo com muito humor uma mesa que complementa o estilo moderno da geração que ela faz parte. Clique para ver maior.

A linha da carioca Ana Claudia Viana combina grafismos, cores e frases motivacionais, compondo com muito humor uma mesa que complementa o estilo moderno da geração que ela faz parte. Clique para ver maior.

Mas, devo confessar que o segundo lugar me agradou mais: achei o trabalho de Ana Cláudia Casanova Viana mais alegre e vívido: me lembrou muito mais o nosso dia a dia, que pede praticidade e é sempre muito corrido, do que o ato de sentar-se à mesa para usufruir de uma refeição. O conjunto “Millennials” de Ana Cláudia me lembra movimento e dinamismo, e tem cor, listra, e agito. Tudo de bom! E foi assim mesmo que a jovem carioca o descreveu: segundo ela o trabalho é toda a “essência da geração Y e sua vontade de fazer a diferença no mundo. Os millennials são jovens hiperconectados, otimistas, criativos e muito idealistas“. Deu para entender? É uma linha jovem, feita por uma jovem, voltada para gente jovem! Não podia ser melhor! Palmas para a Ana Cláudia!

Tem caveira (ugh!), mas tem também um bom trabalho em design no trabalho de Vandre Camargo, terceiro lugar no concurso da Oxford. Clique para ver maior.

Tem caveira (ugh!), mas tem também um bom trabalho em design no trabalho de Vandre Camargo, terceiro lugar no concurso da Oxford. Clique para ver maior.

Em terceiro lugar veio a arte “Sinestesia” de Vandre Fernandes Camargo, a qual também achei bem pensada. Em P&B e com lindas texturas (Adoro!  ), o curitibano diz que se inspirou na mistura dos sentidos humanos – a visão, o olfato, a audição, o paladar e o tato, enfim, a chamada, sinestesia – para criar seu design. Segundo ele a nova geração de brasileiros “é ousada e nasceu em um mundo avançado onde as misturas se tornaram comuns como emoções cheirosas, sabores com temperatura, cheiros barulhentos e sons coloridos. A ousadia nos tornou fortes, ganhamos direitos jamais antes conquistados, minhas linhas representam nossa diversidade e formam uma caveira que destina nossa igualdade“. Achei bacana…

Mas vi também o trabalho de outros finalistas e tenho prazer de destacá-los aqui para vocês. Vamos dar uma olhadinha?

Conectar
de Thaise Farias
Belém – PA

 

Achei lindo o trabalho de Thaíse: pelas cores, pelo movimento, pelo conceito, por tudo: é um dos mais bonitos e especiais do ano, sem dúvida!

"Tramar" de Fernanda Soares Nakashima Maringá - PR

Tramar
de Fernanda Soares Nakashima
Maringá – PR

Diversidade, criatividade e brasilidade: reunindo tudo isso através do artesanato brasileiro, a nova geração mostra que a trama que resulta da união das diferenças, simbolizadas pelas diversas cores, se tornam mais fortes e mais belas do que um único fio. Muito bonita e interessante a ideia de Fernanda, aplicada sobre a linha “Quartier“, que é uma das mais modernas da Oxford.

"Trama" de Marcia Cristina Moraes Coelho Santos - SP

Trama
de Marcia Cristina Moraes Coelho
Santos – SP

Inspirada na diversidade da Arte Indígena brasileira e seus variados utensílios em cestaria, elementos naturais, fibras, corantes, etc., Marcia Cristina criou uma bela estampa com uma cor e uma textura muito identificadas com nossa identidade nacional. Não foi finalista, mas eu adorei!

"Explosão de cores" de Patricia Peixoto Duarte Recife - PE

Explosão de cores
de Patricia Peixoto Duarte
Recife – PE

De fato, uma colorida e bela explosão que só pode resultar em alegria e muita felicidade. Só poderia vir de uma criadora de uma cidade onde o significado das palavras “cor”, “explosão” e “alegria” estão intimamente ligadas.

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