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Tendências 2018

A permanência do estilo “Hygge“, praticamente sinônimo de conforto, é boa aposta para 2018.

Quando chega essa hora do ano em que a gente começa a pensar no que passou e no que virá – seja na decoração, no design, na arquitetura, nos estilos, na VIDA enfim… – muitas coisas se confirmam na cabeça da gente, muitas se repetem, muitas “se garantem”, muitas a gente gosta, muitas a gente odeia – e sabe que continuarão a aparecer…  – enfim: são visuais, móveis, ambientes inteiros, cores, tons, acessórios, texturas, de um tudo a nos ‘bombardear’, por assim dizer, gritando e afirmando que estarão de volta – ou não!  – e que se reafirmarão no ano que vem. Só que, para nosso ‘desespero de vida’ de tentar avaliar o que DE VERDADE vai aparecer de novo em 2018, tem aquelas coisas que vêm se firmando no horizonte mas que não, não vão à frente nem no próximo verão. E tem aquelas outras que nem apareceram ainda, e que logo, ali por março, abril, VUM! Vão se tornar a maior surpresa da face da Terra e todo mundo vai estar falando e usando numa rapidez e voracidade impressionantes! Bem, como não sou “caçadora de tendências” (AINDA!  ), nem faço apostas altas nem aqui nem ali – tento apenas acertar mais do que errar e, sinceramente, ver mais coisas belas e interessantes aparecendo do que coisas que não gosto – vou mostrar, do que vi e do que li, o que acho que vai, de fato, aparecer nas casas bem decoradas em 2018. Vamos lá?

Concreto, cinza e cimento

Linha “Nord” cor ‘Cement‘ da Portobello: cor da moda em 2018, ainda. Mesmo porcelanato, mesmo tom, tamanho, etc…

Por mim, eu diria que “já deu”, né?  Mas a verdade é que tem gente que nem entrou nesta onda ainda… Portanto, vai ter do revestimento de piso ao de parede, ainda no cinza concreto, por mais que se ofereçam boas alternativas em tons neutros, quase zerados de cor e bastante “urbanos” como o concreto. O que mais gosto dessa ‘trend‘ são os objetos e estes sim, posso dizer a vocês, creio que ainda sobem de conceito e aparecem um pouquinho mais em 2018. O que ocorre é que a indústria do cimento tornou o produto mais popular aos designers e aí se criou (e ainda está se criando) de um tudo com o material. Tem coisas bacanas, tem outras nem tanto, tem coisas ótimas! Então, use até bijuterias finas no material da moda (será que ainda vai ser até o fim do ano?  ), sem esquecer do vasinho com suculentas no hall de entrada!

Ainda vai ter muito cimento/concreto pra gente encarar em 2018…

O rosa que virou ‘pretinho básico’

Linha de acessórios para banheiros em ‘Rose Gold

Rose Millenium“, rosa desbotado, “Rose Gold“: dê o nome que quiser, é outro que, para mim, cansou. Mas ele consta na minha listinha por que está se transformando… Na verdade ele não sai de cena rapidíssimo como eu gostaria, mas aos poucos vai sendo enfatizado por seu lado “ouro rosado” por conta dos metais – estes sim, uma tendência que ainda tem fôlego e história a contar em 2018 – e também pelo lado novo que vai se valorizando: os tons terrosos… Agora, o curioso do rosa baby é que ele esteve e está presente em muitas coisas de 2017 que devem perdurar por 2018, e por isso eu me pergunto: por quanto tempo as pessoas vão usar estas peças da onda de “novo preto básico”?

Metais e iridescências

O efeito iridescente apresentado já no início de 2017 nos objetos de formas irregulares da coreana Haäm na mostra da Korea Craft & Design Foundation.

Eu nem quis comentar neste ano mas, “parece” que o tal do “sereísmo” –  – foi tendência em 2017. Sereísmo vindo das sereias mesmo, seres de lendas mitológicas, criaturas híbridas, metade corpo de mulher, metade corpo de peixe! Mas o que vinha disso de verdade era a iridescescência, ou seja aquele “lusco fusco” ou “furta cor”, objetos que parecem mudar de cor conforme as diferentes luzes que nele incidem. Taí, é uma coisa entre o kitsch, o brega, entre o interessante e o bacana, que pode ser incorporado a uma decoração bem feita. E esse tipo de coisa cai bem com os metalizados que surgiram com força neste ano. Ambos se confirmam para ano que vem, destruindo um pouco a quase ditadura do cromado/prateado em metais de cozinhas e banheiros, por exemplo. É certo que o avanço da tecnologia no banho de peças metálicas – e de outros materiais – também foi fundamental, e é ótimo poder escolher um misturador entre o dourado, ouro velho, bronze, rose gold (olha ele aí) e até entre cores firmes e fortes como preto e branco mesmo, do que só ter cromado para usar num lavabo ou numa sala de banho. Gosto disso!

Do papel de parede à beleza das louças para banheiros e cozinhas, tudo foi metalizado neste ano e deverá continuar sendo em 2018. Até a madeira dourada foi valorizadíssima! Clique para ver maior.

E nesta mesma tendência dos metalizados vêm os tecidos, os objetos metalizados que a gente nem imaginava há pouco tempo atrás, numa grande ‘doidice’ que, a meu ver, ainda não se descobriu a extensão. Talvez canse, mas em 2018 ainda haverá experimentações com essa tendência para muitos lados, inclusive a aplicação do metalizado sobre materiais simples como palha e vime, que virão “abrilhantados” em ouro e bronze. Divertido, para dizer o mínimo!

Quem viver verá: cestos de fibra natural metalizados…

… e o charme dos estofados também metalizados!

Estampas

Uma linda cozinha com faixa de azulejos geométricos em ‘azul BIC’ e branco: super “em alta”.

Uma tendência que já se firmou no país – e que ocupa 9 entre 10 fronstspícios de bancada de cozinhas recentemente reformadas – aquele espaço entre a pia e a base do armário superior da cozinha – são as estampas geométricas feitas com azulejos de cores fortes. Dessa, ninguém escapa se estiver fazendo reforma neste ano!  Claro que há centenas de alternativas, mas parece que esta é a única hipótese que passa pelas cabeças no momento! Na verdade aqui não se pode esquecer que os ladrilhos hidráulicos saíram um pouco do destaque e deram lugar à cerâmica de volta, mais em conta e igualmente cheia de boas propostas, até com riscadinhos bem básicos e bonitos. Devem permanecer.

Flores para que te quero: grandes, enooormes… Clique para ver maior.

Nos tecidos, aí sim, vão aparecer cores e estampas fortes e largas – e eu curto muito. Talvez não nos panos largos de cortinas e sofás, pois nós, brasileiros, temos PAVOR do excesso nestes lugares – mas nas almofadas e tapetes sim…  Sem esquecer dee uma aposta que tenho visto por aí e que é forte: as estampas de flores grandes. Do papel de parede aos revestimentos, já vi coisas belas, mas que assustam num primeiro olhar. Eu as colocaria sem medo em forma de papel de parede numa sala grande. É viver e enfrentar!

Cômoda ‘La Mamounia’ da Theodora Home em marchetaria de osso: para mim, nunca sai de moda.

Ainda falando de brilho, um que é suave e também faz estampa sobre móveis e objetos, é a madrepérola, super em alta, ok? Sem esquecer dos móveis com incrustrações de mil coisas – de espelhinhos a mosaicos de azulejos – que resultam estampados e podem ser o destaque de algum lugar da casa. Muito chic!

Cores: quase todas!

Cor? Um coquetel… Clique para ver maior.

Eu vejo gente destacando cores fortes; eu vejo gente falando em tons terrosos, eu vejo gente falando no sálvia calminho; eu vejo gente destacando o azul BIC; vejo a Pantone© falado em um violeta meio dúbio: o que pensar? Em um quase “coquetel de cores pode tudo”!  O violeta da Pantone© será um sucesso querendo ou não, pois está chancelado – mas deixo para falar de cores para 2018 mais profundamente em outro post. Me surpreende é falar em sálvia, tão distante do que temos visto mas, pode até ser pela “herança” do ‘Greenery’ deste ano. Entre as cores fortes já vi apostas até no amarelo sol – como gosto e sinto falta dele na minha vida em particular, até gostaria, mas também acho um salto enooorme! O azul BIC sim, vem aparecendo aqui e ali e não deixará de ser uma verdade em 2018, mas não creio nem aposto em “domínio”, assim como os cinzas são uma realidade dado o uso do concreto/cimento. Já os tons terrosos, vindo do rose millenial, estes sim são uma boa aposta…

Tons terrosos rosáceos nas peças do ateliê Rina Menardi na Maison & Objet no início de 2017.

A selva urbana ou as plantas dentro de casa

Vasos para toda parte: SIM! Eles devem continuar a serem vistos “invadindo” o lar dos humanoides!

Taí uma surpresa que eu nem pensaria no início de 2017: plantas decorando (e contrastando) o cinza concreto. Não se pode dizer que foi uma “invasão”, mas é fato que muita gente curtiu os jardins verticais e fez força para ter um – ou, pelo menos, pendurou uns vasos na varanda e na sala, o que não é novidade: quem curte plantas sempre teve essa vontade e essa preocupação. A expressão “selva urbana” talvez seja um exagero, mas também acho que deveria ser mais real. E o verde das plantas é muito importante para nós, por mais “humanoides” que estejamos nos tornando – ou até para “segurar” esta mania humanoide em que estamos nos metendo.

Mas a verdade é que, para quem curte plantas, sempre houve espaço para um vasinho…

A tendência dos anos 60, 70 e até 80 do século XX, de ter muitas plantas em casa, pode voltar com força, o que eu realmente não vi neste ano. Acho que as pessoas estão um pouco menos humanas e mais necessitadas do convívio com o natural, mas daí a se tornar realidade, vai um oceano de dúvidas que é meu, pessoal. Do ponto de vista decorativo eu só vejo vantagens: seja na varanda, na sala, no banheiro, na cozinha, sejam plantas decorativas, seja horta em casa, jardim vertical, acho sensacional! Dá trabalho mas combina com tudo viu? Principalmente com os humanos e animais da casa…

O jardim vertical, essa boa moda: pode ser com ele ou sem ele. O importante é o verde!

Apostas ou coisas que vi que podem vingar:

Marmoreal” ou “Terrazzo“: novos nomes para o velho granilite/marmorite.

Granilite ou marmoriteretrô, vintage, típico do Rio de Janeiro dos anos 1950 até os 1970, eu achava horroroso, até amar completamente depois que estudei o assunto. Dizem que vai voltar em pisos, paredes, bancadas… E vai ter nome novo para parecer que é novidade… 

Maravilhoso “tacão” em madeira colocado em ‘espinha de peixe”: os franceses chamam de ‘point de hungrie‘.

Colocação tipo ‘espinha de peixe’, ‘zig zag’, Chevron (da Missoni) nos revestimentos – em alta há alguns anos – gosto muito!

Nas paredes também entra o ‘Zig Zag‘!

Na mostra ‘Morar Mais Rio‘ deste ano, no ‘Escritório da Empreendedora‘, um degradée de cores foi feito nas paredes.

Paredes decoradas – revestidas em parte, com foto grande, tipo painel, pinturas especiais, texturas, com qualquer coisa, MENOS VAZIAS – gosto!

Uma palavra sobre estilos

Claridade, móveis práticos vindo de fábricas e… tijolinhos… grande sacadas do chamado ‘estilo industrial’ que tomou conta de 2017 – e que deve ir aos poucos sendo transformado ao longo de 2018. Clique para ver maior.

O estilo que pegou em 2017 foi o chamado “Estilo Industrial” que, para mim, nada mais é que um prolongamento do minimalismo descontraído dos lofts com um bocado do urbano, ou seja, um desenvolvimento natural que ocorreria de qualquer forma. Claro, o uso de toneis de óleo, luminárias industriais e outras coisas vindas diretamente da linguagem da indústria o firmaram como um jeito de vestir a casa: e tome de revista pra vender e produto “novo” também – o mercado assim funciona. Um outro que apareceu mais para o fim do ano e que na verdade é mais ambicioso pois se denomina estilo de vida, é o tal “Estilo Hygge“, que vem da Escandinávia, este sim, englobando conceitos de bem viver e bem estar e coisas mais amplas que viemos pedindo e precisando em nossas vidas. O estilo escandinavo é belo, sutil, despojado, simples e encanta. Agregando a isso conforto, só pode dar certo. Há sinais de que ambos continuarão a ser os destaques em 2018 com uma vantagem para o segundo e uma “domesticação” do industrial, o que concordo deva ocorrer.

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