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As novas da Portobello na Revestir 2018

Memphis” em “Bianco di Elba” da coleção “3D Lab” é um dos destaques do ano da Portobello.

A Portobello não para: também, uma empresa deste porte não pode parar mesmo, está sempre produzindo novidade atrás de novidade durante todo o ano. Mas chega a Expo Revestir e alguns dos mais belos lançamentos – ou pelo menos algumas das GRANDES novidades – ficam para a feira. Foi esta a impressão que tive. Posso estar equivocada mas o catálogo da empresa na feira é vasto e difícil de se destacar uma coisa ou outra. Mas, para fazer este post, como fazer senão selecionar uma coisa aqui ou outra ali, por puro deleite, pura paixão? Para quem não está “plugado no mercado” o tempo todo como eu, poder ter um panorama, é preciso que alguém dê uma peneirada, de alguma forma…

A primeira página do site da empresa já dá algumas grandes definições para o ano: a palavra para a coleção ‘IN/OUT’ neste ano é MOVIMENTO, o que é uma grande pista. Outras palavras fortes que estão no que se pode dizer que é a ‘declaração inicial da empresa’ são inovação, alma, ritmo… E logo em seguida ‘Grandes Superfícies‘: aí já é uma primeira parada que podemos ter certeza de que se trata de algo a ser visto, pois todas as empresas apontaram para esta tendência: a dos grandes formatos. E, apesar do que eu já falei por aqui – que somente fora dos mini apês com os quais lidamos vamos ver essas ‘peçonas’ aparecerem – é verdade que elas estão por aí. Em seguida o site define os ‘materiais’ das linhas que nada mais são que as ‘aparências‘ ou ‘visuais‘ que vamos ver – ou seja, o substrato é cerâmica, gres, porcelanato, mas a aparência é de… Madeiras, Concretos, Mármores, Pedras, Metais e as novidades: Argilas e Sintéticos.

Logo no início do catálogo portanto, vêm as novidades de grandes formatos:  90 x 90, 60 x 120, 120 x 120, 80 x 160 e 120 x 240 centímetros, são os tamanhos destaque, apesar de eu achar que existem outros disponíveis em outras linhas. As que mais gostei foram acabamentos em pedra e em mármore, mas os metais também encantam.

Usada neste piso, “Pietra Lombarda” em tom ‘Sépia‘, é suave e ao mesmo tempo forte, apropriada a espaços onde a beleza de sua composição rochosa pode ser percebida. Clique para ver maior.

A linha “Pietra Lombarda” abre esta seção e é inspirada em uma rocha sedimentar da região do Lago de Iseo, que fica ao norte de Milão, na Itália, conhecida como “Ceppo di Gré“. Originalmente é uma pedra cinza com grandes seixos em tom sobre tom em sua composição. Foram feitas versões em três tons naturais com base em “Sépia” (marrom), “Off White” e “Cinza“. Destaquei a primeira mas realmente não sei dizer qual a mais bela. Há acessórios como rodapés, cantos e bordas para um melhor acabamento.

A beleza do “Noce Savana” da coleção ‘Marmi Clássico‘, que lembra o ‘Aurora Pérola dos anos 50. Clique para ver maior.

Já o “Marmi Clássico” veio em uma intensa variedade de possibilidades e tamanhos que impressiona. Em versões que revivem os famosos mármores brancos com sua base alva e seus veios elegantes acinzentados e mais ou menos esparsos, mármores mais escuros, como “Nero Venato“, e em tons amarronzados, e até mármores que já esgotados na natureza, como o belíssimo “Aurora Pérola” – bege levemente rosado muito suave e usado em alguns halls de prédios antigos do Rio de Janeiro. Para mim, uma boa e bela surpresa que – imagino – vá ser bem aproveitada por profissionais que curtam criar novidades com algo inesperado em locais improváveis – eu criaria!

Da mesma coleção vem “Paloma Gris” que é pedra fabricada com a elegância das extraídas em jazidas. Clique para ver maior.

Por isso destaquei o tom “Noce Savana” – apresentado aqui no tamanho 60 x 120 cm, paginado na horizontal sobre a parede – que, segundo o catálogo, tem origem a Namíbia, sul da África, região rica em mármores e outros minerais raros – e o “Paloma Gris“, em tamanho ainda maior – 120 x 240 cm – que não tem paralelo na natureza, mas que desponta como uma pedra industrializada das mais belas. O banheiro que foi projetado especialmente para apresentá-la evidencia sua naturalidade e ar nobre como se realmente tivesse emergido de uma jazida.

Pierre Belle” em tom ‘Blanc‘: olhe a beleza dos veios!

Agora, lá no finalzinho do catálogo tem uma pedra sensacional e maravilhosa que vem fazendo a cabeça e o coração de muita gente: é um limestone. Aparece com diversos nomes fantasia e aqui foi batizado de coleção “Pierre Belle” por se parecer com limestones da região da Borgonha, na França. Eu achei sensacional e por isso fiz ‘hora extra’ pra falar sobre eles (nem conto a vocês as peripécias que tenho feito para escrever o blog…  ). Mas sim, primeiro explicando: o limestone é uma rocha calcária (formada por calcário – ou calcite mineral) que lembra, mas não é mármore. Ela é mais rústica, suave e tem pouco brilho – e fica linda em diversas situações. Vai daí que tem sido muito valorizada ultimamente. Esta linha lançada agora pela Portobello foi inspirada nas “pierres de Bourgogne”, rochas com tons entre o salmão e o dourado e fragmentos fósseis compondo desenhos orgânicos para lá de lindões, que mimetizam um limestone da pequena vila de St. Martin Belle Roche, que fica ao sul da cidade de Dijon e sua principal característica é a predominância dos veios quase gráficos. Tem superfície natural ou polida, em formato 60 x 120 cm ou em 120 x 120 cm. Destaquei só o detalhe de uma imagem que não me saiu da cabeça para fazer uma ultra suíte em uma super casa…

A linha ‘Sequoia‘ tem cantos e rodapés para acabamento, além de deck, mosaico e ripas finas e largas. Clique para ver maior.

Em seguida, daquela listinha lá de cima de “aparências” ou “visuais“, o que surge são as “Madeiras” – e os amadeirados da Portobello fazem bonito, não é?  Primeiro, em “Ecollection“, não posso deixar de falar do piso em réguas de 30 x 180 cm – sim! um metro e 80 centímetros de régua de ‘madeira’, a altura de um homem alto, em forma de régua de piso, inteirinha para você assentar na sua casa sem pensar em empenamento, cera, cupim e um vasto etc… – que vem numa super largura de 30 centímetros – me fala onde você encontra taco comum de madeira com esta medida que eu nem sei… – com aparência de uma raridade norte americana: a Sequoia. É: o pessoal da Portobello arrasou e foi buscar na costa oeste dos EUA o mito das sequoias gigantes para reproduzir à perfeição seus tons e texturas: elas têm uma rica variedade de tons castanhos e acinzentados e com uma superfície um tanto rústica que fica ótima em contraponto ao estilo mais contemporâneo das casas. E, se você quiser algo menos surpreendente, também tem no formato 20 x 120 cm, que fica mais descontraído.

Californian Wood” no piso e a mistura do mosaico mais o 20 x 20 cm na meia parede, fazendo as vezes de cabeceira: um espetáculo.

Toda a beleza do “Mini Parquet Californian Wood” no seu delicadíssimo ‘tamaninho’ de 5 x 40 cm!

Já em “Ecodiversa” aparecem as madeiras tratadas, decapês, pátinas e lixados. Aqui o lançamento é “Californian Wood“, e que apaixonante…  Partindo de uma madeira qualquer, é como se fosse aplicada uma pátina branca de forma descuidada, e em alguns pontos fosse deixado um tom claro, despretensioso. A soma destas duas tonalidades dá um ar tão ‘nonchalance‘ que fica muito, mas muito elegante, mas de forma inesperada, natural. As peças criadas a partir daí parecem saídas de uma carpintaria antiga, mas de tradição e nunca de um alto forno cerâmico: é muito legal. Também disponível no impressionante tamanho 30 x 180 cm, tem o mais comum 20 x 120 cm – e ambos podem revestir paredes, ficam ótimos! Tem também o “Mini Parquet Californian Wood“, no delicado tamanho 5 x 40 cm, com superfície um pouco mais desgastada, e que paginado em espinha de peixe é uma joia! Um outro que fica lindo em paredes são os de tamanho 20 x 20 cm, todo branco ou com um toque de madeira clara que, compostos em conjuntos, ficam muito bonitos!

Depois vêm os metais: a linha “Steel” é o grande lançamento da empresa nesta área. Feita em porcelanato, são dois tons industrializados, “Black” e “Blue” e um tom oxidado, “Steel Concept“, em dois formatos: 60 x 120 cm, e o negro terá o grande formato 80 x 160 cm. Aplicáveis a pisos, paredes e fachadas de projetos arrojados e contemporâneos. Mas não posso deixar de dizer que o metal aparece em diversos detalhes de diversas linhas e coleções para complementar e compor: há filetes e toques do metal em diversas linhas e peças em outras coleções, tais como a “Dansk” e a de Hideko Honma, que vamos ver mais adiante – que também têm influencias de pedras, concretos, etc. Ou seja: os visuais se interpenetram nas linhas, não ficam estanques e não tem princípio, meio e fim, ok? Um visual metálico pode ser visto no meio de uma linha amadeirada e vice versa.

O belo “Peggy Dali Wine” vai bem no piso como um dos novos ‘Concretos’ da Portobello. Clique para ver maior.

Aí aparecem os Concretos, e há muitas versões deles, muito belos, de todos os tipos, de todas as espécies e acabamentos. E, como eu disse, são linhas e linhas de concretos, cinzas, acinzentados e com outros tons e outras linhas que têm uma ou outra peça que ‘parece concreto’ – é assim mesmo, não liguem. Mas uma primeira linha que eu destaco é a bonita “Peggy“, inspirada em ninguém menos que Peggy Guggenheim***1. Segundo o catálogo, trata-se de um “Terrazzo Veneziano“, ou seja, um revestimento feito para pisos composto por uma massa de cimento ou cal com agregados de mármore usada desde os anos 800 em Veneza – foi uma evolução da mesma técnica criada séculos antes pelos gregos. Acertou quem se lembrou do marmorite, que já desde o início deste ano aparecia nas apostas como tendência! Mas observem que é algo muito, mas muito mais refinado do que aquele marmorite que se usava na década de 50 aqui Rio de Janeiro. Há um outro ‘link‘ ainda com a mesma década e com Veneza, lugar e ano em que a mesma Peggy Guggenheim escolheu para para abrigar sua coleção de arte moderna nos anos 50. Então, a linha acaba sendo uma fusão de daquele revestimento mas com uma leitura moderna – e com cores maravilhosas. Destaquei em primeiro lugar a peça “Dali Wine” por ser um suave tom de tomate que vai bem em lugares ousados, mas há ainda “Klee Off White” e “Andy Cement“.

O material da arquitetura moderna e contemporânea disponível em quatro tons na linha “Superquadra“: ‘Zinco‘, ‘Concreto‘, ‘Conhaque‘ e ‘Cru‘, aplicado neste living. Clique para ver maior.

Em “Superquadra” uma homenagem aos concretos de Brasília com tudo o que eles têm de charmosos e ilimitados: tons clarinhos, também produzidos com o auxílio da luz, com personalidade para revestirem um ambiente como um todo ou para compor com madeira, metal, mármores. Versáteis por excelência e que nunca saem de moda são placas de concreto moldadas sobre fôrmas metálicas que resultaram em uma superfície com movimento de tons e pequenos pontos impressos aleatoriamente pelo ferro da fôrma com um jeito todo especial. E todos em um super tamanho 120 x 120 cm. Adorei!

Na imagem, a linha “Pavillon“: no piso, a peça “Solaire” em 120 x 120 cm – uma das versões do concreto de Le Corbusier – mais ‘Terre de Siene Brûllé‘ (tom mais escuro) e ‘Terre de Siene Pale‘ (tom mais claro) ambos em 5 x 40 cm, nas paredes. Clique para ver maior.

Um outro ‘Concreto’ importantíssimo, que vem dosado com todas as cores possíveis, são dois tons da linha “Pavillon“, assim batizada em homenagem a um trabalho de Le Corbusier, considerado o arquiteto mais importante de nossa era. Em 1925 “Le Corbu” como também era chamado, criou o ‘Pavillon de l’Esprit Nouveau‘ para a Exposição de Artes Decorativas e Industriais Modernas de Paris. O prédio foi considerado um marco na definição das regras do modernismo, já que tratava-se de uma unidade habitacional composta por elementos inteiramente padronizados com painéis de vidro, terraço e janelas horizontais, típicas do trabalho do arquiteto. Com esse edifício, Corbusier conseguiu definir um verdadeiro “ponto de inflexão no design de interiores modernos e um marco na evolução da arquitetura”. E desta forma, a Portobello pinçou duas superfícies em porcelanato inspiradas no concreto aparente usado por ele em diversos edifícios, nos tamanhos 90 x 90cm, 80 x 160cm e 120 x 120 cm, mais 18 peças coloridas nos tons que ele utilizava comumente, no tamanho 5 x 40 cm, tudo componível entre si, claro. Achei muito interessante e bonita a coleção, pois dá para criar de um tudo – e profissional da área adoooora essas brincadeiras de montar com cores e “encaixes”…

Agora entramos numa seara que eu chamo de “linhas especiais” – “mas todas são”, eu discuto. É verdade, mas estas daqui são feitas por grupos, pessoas de destaque, enfim, são diferentes desde a concepção e ainda misturam os tais das “aparências” dentro delas, ou seja: você vai ver peça com cara de madeira numa cor totalmente inesperada, um azulejo com ares de metal, um revestimento que parece tecido, enfim, tem literalmente de tudo…

Dansk Metal Graphite” no tamanho 9,80 x 60 cm aplicado sobre a parte da esquerda da parede acompanhado por “Steel Blue” em 60 x 120 cm… (clique para ver maior)

Pela ordem, primeiro vem o Coletivo Criativo Copenhagen, que foi montado em 2017 por iniciativa da Portobello, que reuniu um grupo criativo da empresa a outro grupo de arquitetos na Dinamarca, com a missão de capturar a essência da cultura daquele país. Não apenas do ponto de vista da arquitetura e no design nórdico, mas também modas e modos, de viver, de trabalhar, se divertir, etc. Ao final, o grupo “descobriu” o chamado ‘estilo Hygge***2, que corresponde a uma palavra intraduzível da língua dinamarquesa que expressa o jeito de ser dinamarquês, que valoriza e promove a felicidade e a qualidade de vida. Isso posto, esse primeiro Coletivo colaborou na criação de uma coleção de produtos que, ao olhar do grupo, expressava o espírito Hygge.

… e “Dansk Cement White” em 120 x 120 cm com um belo painel feito com “Peggy Dali Wine” em 60 x 60 cm. Clique para ver maior.

É tudo muito simples, mas ao mesmo tempo muito sofisticado e muito bonito. A chamada linha “Dansk” combina o metal com o cimento naturalmente, e parece que as soluções já saem “prontas de fábrica” sem ser preciso um grande esforço para perceber o que vai bem com o que. As peças pequenas que têm aparência de uma espécie de “metal escovado” também ficariam ótimas se aplicadas de outra forma. Os inúmeros perfis metálicos que podem ser intercalados com peças cerâmicas (inclusive de outras linhas), para fazerem paginações únicas, e são um toque de classe a ser usado e estudado com carinho para em várias situações. É só usá-los com sabedoria, harmonizando-os como qualquer outra peça! Enfim, coisas bacanas que a gente vai aprendendo a usar aos poucos.

Toki+ Palha” mais madeira mostram a atualidade das criações de Hideko e os ‘visuais‘ da Portobello – e das tendências em cerâmica como um todo.

As cores da bela cerâmica de Hideko Honma em uma composição com cores e materiais os mais atuais.

A segunda linha especial é a da ceramista paulistana Hideko Honma que faz uma fusão de suas belas peças moldadas à mão com tons buscados diretamente na natureza em seu sítio em Nazaré Paulista, a 90 km da capital, retiradas de folhagens, pedriscos, palha de bananeira, galhos de eucalipto, grama do mato e o que mais surgir. Levados a fornos de altas temperaturas, todos são transformados em esmaltes onde as peças são banhadas – técnica exclusiva de Hideko. Com a Portobello, a ceramista assina uma linha pequena mas cheia de significado: “Toki+” tem apenas quatro peças tamanho 15,5 x 15,5 cm que demonstram toda a simplicidade oriental e tradição cerâmica tradicional, que não se pode deixar de lado. Como a técnica particular de tingimento da artista é das mais naturais, o resultado acaba sendo dos mais singelos, tendo sido as peças batizadas de “Terra“, “Algodão“, “Palha” e “Chuva“. E cada uma dessas acaba indo ao encontro das ‘aparências‘ escolhidas este ano pela empresa, tais como o metal, o concreto e a madeira. Pelas imagens é possível notar a perfeita integração entre o que Hideko cria e o que temos hoje como tendência em cerâmica.

Este é “Spot Sea Cru” com uma linda paginação.

A coleção seguinte mostra uma tendência também fortíssima neste ano que a Portobello já vem apostando há algum tempo: “3D Lab” exibe os belos resultados da empresa neste ano para peças com design geométrico mais relevos e profundidades pronunciadas, isto é, o famoso “efeito 3D” aplicado sobre cerâmicas de parede, objetivando principalmente obter diferenças sob o uso da luz. São apenas quatro linhas em cores básicas, algumas com estampas delicadas, que mostram o muito que se pode criar nesta área. Segundo o catálogo, os maxi relevos para paredes são, cada vez mais, objetos de desejo na decoração de interiores e esta coleção é realmente o ponto de experimentação da Portobello para surpreender o mercado no assunto. Começamos com “Spot“, uma proposta geométrica com dois relevos diferentes para composições únicas e seguimos com “Memphis” (primeiro deste post), em formato retangular 10 x 20 cm, que foi inspirado no grupo de arquitetura e design italiano de mesmo nome, fundado em Milão nos anos 80 que definiu um estilo através de formas e cores arrojadas e inovadoras.

Madam Matt White” fica belíssimo em diversas situações e…

… “Tangram Asas Cimento” – em primeiro plano – e “Tangram Asas Branco“, na parede bem do fundo.

Madam” tem formato longilíneo e elegante com relevos gráficos e sinuosos em uma composição irreverente. Vai da passarela para a parede sozinho, ou pode dividir as atenções com azulejaria e fica ótimo! E “Tangram“, inspirado no quebra cabeças chinês que nos desafia pela facilidade e multiplicidade de soluções também é ótimo. Achei-os todos muito elegantes.

Toda a beleza do “Parquet Hungaro Intenso“.

E para terminar, o que eu achei uma pequena maravilha: a coleção “Max Mosaics“, com apenas cinco peças muito especiais: a começar por “Parquet Hungaro” (com várias cópias na própria feira…  ), descendente direto do “Point de Hongrie”, que, para quem não sabe, é o nome que os franceses dão para a paginação “espinha de peixe” no caso dos tacos de piso. Disponível em um tom mais claro e outro mais escuro, é perfeito para uma gama de situações – mobiliário fixo inclusive. Depois, “Opera“: uma composição clássica em mármore branco, e uma ousada em mármore preto e branco, onde cada pecinha tem polimento no alto relevo, o que a transforma em um mosaico sofisticadíssimo com acabamento de alta costura. E por último “Metallica“, com os mesmos detalhes de ‘Opera’, mas em tom metalizado azulado.

A linha “Max Mosaics“.

Ufa! Olha que tem coisa neste ano, viu? E ainda conto para vocês que ainda falta uma bela surpresinha da melhor qualidade da Portobello que conto depois em outro post. Prometo!

Notas:

***1 Mrs. Peggy Guggenheim foi ela mesmo um mito: uma das colecionadoras e mecenas mais destacadas do século XX, seguiu a tradição do tio, Salomon R. Guggenheim, fundador do museu de mesmo nome em Nova York. Adquiriu entre 1938 e 1979, obras de artistas contemporâneos da maior importância como Picasso, Braque, Kandinsky, Klee, Chagall, além de Max Ernst, com quem casou nos anos 40, e Jackson Pollock, a quem ajudou na primeira exposição. Após seu falecimento, sua coleção pode ser visitada no Palácio dos Leões, em Veneza.

***2 Mais que um estilo em decoração ou arquitetura, o ‘estilo Hygge‘ é um estilo de vida, onde a casa é quase que o centro do mundo para quem o segue. Veio dos países do norte da Europa e se espalhou, primeiro, pelo Reino Unido, de onde tudo reverbera.

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