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Casa Cor São Paulo 2018 – as casas – parte II

Só um detalhe de beleza da “Casa Cosentino” de Debora Aguiar na Casa Cor©São Paulo 2018.

Continuando com as Casas de Casa Cor© São Paulo, hoje trago mais cinco destaques desta modalidade de espaço na mostra. Nos próximos posts falarei apenas sobre os espaços avulsos, sem conexão com um todo maior. Sem maiores delongas, e seguindo a ordem de visitação, vamos continuar… 

A chegada na “Casa Línea” da gaúcha Lídia Maciel é cálida e agradável. Clique para ver maior.

Veterana da mostra do Rio Grande do Sul, a gaúcha Lídia Maciel assina a “Casa Linea” em sua segunda participação na mostra paulista. O projeto de 195 metros quadrados foi criado a partir de um jogo entre transparência e opacidade, que integra as áreas interna e externa, mantendo a privacidade do morador. Portas de vidro fecham a casa, permitindo a contemplação do jardim que a abraça. O paisagismo projetado por Fernando Thunm é minimalista seguindo o conceito idealizado pela arquiteta de um espaço suave e elegante, mas com personalidade marcante. Tudo na casa é delicado, mas nem por isso perde em presença e bom gosto.

O estar com a bela estante com prateleiras em Dekton® e espelho no fundo. Clique para ver maior.

Há um belo equilíbrio entre volumes e transparências. Enquanto o grande living é desvendado à primeira vista, uma parede alva de Dekton® da Cosentino – pedra industrializada que imita o mármore à perfeição – dá forma ao monólito que torna a a fachada da casa quase uma obra de arte e concede privacidade para a ala gourmet, formada pela cozinha e pela sala de jantar. Quem entra é surpreendido pela generosa estante de madeira laqueada fosca com 12 metros de extensão por cerca de 2,60 de altura, desenho da arquiteta, que serve de pano de fundo do ambiente. A peça é arrematada por borda de inox tem espelho ao fundo, refletindo o verde do lado de fora e instigando a curiosidade. O móvel linear tem forma delicada e “com prateleiras em balanço, feitas de Dekton® com corte em 45 graus, ele parece uma grande escultura”, diz Lídia. No estar, o destaque vai para os estofados de linho natural, dispostos simetricamente, e para um terceiro sofá, ao centro, com quase 4 metros de extensão, revestido em couro natural. Pufe e mesa de acrílico, ambos desenhados pela arquiteta, e uma tela diáfana assinada pelo artista plástico Wagner Costa completam a área de convívio. Sobre o piso, um tapete de seda e algodão com desenho geométrico quebra a linearidade dos móveis sem ofuscar a leveza da decoração. Na iluminação, perfis refinados de acrílico com LED, que acompanham as duas extremidades do ambiente, valorizam as obras de arte.

A bela “área gourmet“, toda branca, com jantar e cozinha. Impossível não perceber o enorme pendente de Ingo Maurer. Clique para ver maior.

Envolvida por uma suave caixa branca, formada por paredes de madeira laqueada e piso de Dekton®, a área gourmet integra a cozinha ao jantar – com o mesmo minimalismo de todo o projeto. Sobre a mesa de jantar redonda “Bol” – que assim como as cadeiras de couro branco são do designer Marcelo Ligieri – dão um toque despretensioso ao espaço – está o imponente pendente “Pierre ou Paul“, do designer Ingo Maurer. No centro do ambiente, a ilha também de Dekton® permite que o cozinheiro prepare as receitas rodeado pelos amigos. Ao fundo, os armários de laca branca não passam despercebidos. A surpresa acontece quando as portas de 5 metros se abrem e revelam uma grande louçaria e os eletrodomésticos embutidos. “A marcenaria está alinhada com as tendências de ‘lifestyle’ em lançamentos internacionais”, afirma Lídia.

A estante escultórica de Lídia Maciel em detalhe.

Um pequeno desnível demarca um recanto ao ar livre, com deck, duas lareiras e mobiliário de cumaru forrado de almofadas, um convite para relaxar e curtir bons momentos seja em dias quentes ou frios. Ali, os visitantes desfrutam de tomadas para carregar tablets e celulares e ainda vislumbram obras imponentes de Hugo França. Sombreado por um Pau Ferro existente no lugar e ladeado por 15 metros de floreira com Viburno e Fórmio Rubro anão, o espaço celebra o tema “Casa Viva“, eleito pela mostra neste ano. “Decidimos manter o conceito minimalista de todo o projeto”, afirma Fernando Thunm, paisagista responsável pelo recanto. O piso de cumaru aplicado nos interiores começa nesta parte, é dá continuidade ao percurso, levando as pessoas para se deslumbrar com o mix de obras de arte e design que há na casa, cujo desfile se inicia neste ponto.

O hall principal, visto pelo lado de dentro, conta com uma mesa hexagonal em vidro verde.

A casa de Roberto Migotto consta no release principal tendo como origem o Marrocos, mas é na verdade a casa árabe por excelência, voltada para dentro, com pátio e uma fonte no meio (um jardim, se houver plantas) – e daí seu nome, “Le Riad“. Mas as casas árabes podem ser ricas ou pobres e já vi muitas casas simplérrimas ultra confortáveis e belíssimas. Esta é de uma suntuosidade que, a princípio, pensei tratar-se da simulação de um hotel para receber nobres árabes. Novamente, segundo o release da mostra, trata-se de uma “releitura contemporânea dessa arquitetura” e o fato de possuir enormes 400 metros quadrados de interiores mais 200 metros quadrados de exteriores é simples coincidência…  Obviamente que a competência e peso do nome de Roberto Migotto, além do patrocínio da Bontempo pesaram muito e portanto não poderia aparecer algo despojado e despretensioso. Logo, o projeto assinado pelo veterano arquiteto acostumado ao luxo e à riqueza é, de fato, de uma “casa ao estilo marroquino”, como se fosse comum uma casa dessas por lá… 

A chegada na casa se dá pelo living com jantar e cozinha gourmet integrados. Discrição em tons do deserto e verde. Clique para ver maior.

Bem o release não economiza elogios nem grandeza ao feito do profissional – e de seu sócio Ricardo Minelli, que pela primeira vez vejo citado de alguma forma…  Diz-se que “o arquiteto que carrega o status de um dos maiores profissionais de seu tempo, leva à sofisticação ao patamar mais elevado em uma área de 600 metros quadrados de tirar o fôlego” – e eu concordo. Migotto conta que “a ideia era construir uma espécie de oásis em meio a agitação de uma megalópole ocidental, permeado por grandes referências da arquitetura marroquina, sempre ressaltando a qualidade e o desenho quase artesanal da Bontempo” grife que patrocinou todo o projeto. Mas eu acho que não foi bem um oásis que resultou, e sim, um pequeno palacete de um “sheik árabe”. E o Marrocos me lembra mais natureza e magia, despojamento e cor que toda essa grandeza.

A parte do living oposta ao pátio com painel de grafismo inspirado nos ‘muxarabiês‘, escultura de Angelo Venosa e sofá em verde intenso. Clique para ver maior.

A paleta de cores é composta por tons desérticos como os amarelos queimados, crús, pretos e toques de verde folha nos itens de decoração, até matizes de tijolos claros. O teto tem recortes geométricos e foi executado com maestria pela Bontempo, em uma verdadeira obra de arte, onde a madeira, que também segue tom bem suave, é um elemento comum entre todos os ambientes, brotando desde o piso das áreas secas, até a marcenaria e o mobiliário feito sob medida, que aparece com destaque nas áreas do closet, biblioteca e cozinha. Ele, de fato é uma obra prima da casa e do evento em si, vale a pena se prestar atenção: um destaque como poucos. 

A elegante “Biblioteca“, com estante em madeira escura e prateleiras iluminadas, e sofá estofado em ‘animal print‘.

Logo no hall de entrada há também um instigante grafismo, responsável por dar as boas-vindas ao local, criado pela Granitorre no piso em granilite: o padrão se repete em variadas formas pelo projeto, como nas portas de correr personalizadas que cercam o living, separando-o da entrada e da biblioteca, além do desenho no painel de madeira que percorre todo o estar, em uma solução desenvolvida exclusivamente para o projeto, com acabamento em laca fosca em tom “Areia”. Trata-se de um padrão inspirado nos velhos “muxarabiês” e surgem de forma ousada na imponente marcenaria executada sob medida também no forro do teto da cozinha, que cria um incrível efeito estético e propõe uma iluminação diferenciada e acolhedora.

O jantar com mesa de mármore Verde Alpi, junto à cozinha gourmet e a natureza lá fora, protegida por muro alto, preservando a privacidade à maneira árabe. Clique para ver maior.

Na cozinha, os móveis sob medida seguem uma tonalidade clara, que favorece a distribuição da luz natural que entra por meio de grandes janelas de vidro e deixa avistar a oliveira centenária que serve de pano de fundo para as cadeiras “Adélia“, de Bruno Faucz, criada para celebrar os 40 anos da Bontempo. Toques de cor pontuam detalhes do mobiliário e da decoração, como o verde presente em pontos estratégicos, tais como os módulos laterais dos armários em laca de alto brilho, além da grande mesa de jantar em mármore Verde Alpi que se integra à ilha de preparo das refeições.

Toda a beleza do ‘Pátio Interno‘ com seus estares, fonte e jardins. Clique para ver maior.

De volta à parte social, o living tem uma proposta contemporânea no mobiliário, mas inclui diferentes estampas e texturas, a começar pelo delicado painel personalizado na parede oposta ao pátio, que sustenta uma escultura, do artista plástico Angelo Venosa. No centro, o sofá em veludo verde, contrasta com o mobiliário em tons pastel, repleto de padrões geométricos, que vão das estruturas aos estofados. Daí se acessa o Pátio Interno, com paisagismo de Luis Carlos Orsini que traz a exuberância da oliveira mesclada a palmeiras de diversas alturas, ladeando o lindo espelho d´água emoldurado pelo ladrilho hidráulico desenvolvido por Migotto para a Dalle Piagge. Há ainda uma Biblioteca com prateleiras iluminadas e acabamento em madeira, onde um sofá curvo remete a um estilo Art Déco, com estampa em ‘animal print‘ e se harmoniza com o lustre desenhado exclusivamente pelo profissional.

Cama com dossel e muito conforto na suíte do “Le Riad Bontempo“. Clique para ver maior.

Na suíte, uma bela cama com dossel se apresenta no centro do ambiente, que aliada aos outros elementos como o papel de parede da Celina Dias, ajudam a compor a atmosfera inspirada no Marrocos. O closet traz a nova linha da Bontempo, “Dintorni” com painéis laterais, teto e costas do armário revestidos pelo acabamento ‘Velluto Visone Liscio‘, além de portas compostas por vidro reflexivo bronze. Prateleiras da linha “Iluminata” e a funcionalidade de pequenos focos de luz em todo o espaço, receberam acabamento desenvolvido especificamente para o projeto.

A bela sala de banho com closet integrado. Clique para ver maior.

Na sala de banho um lindo painel na parede mais uma vez reforça o desenho dos muxarabiês. A bancada da pia em ‘Travertino Silver‘, recebe duas cubas, também em tonalidade exclusiva, ideais para um casal. Um luxo de casa. Apropriada a qualquer pessoa. Mas muito indicada para aqueles afeitos à completa sofisticação. 

 

Primeiro hall da “Casa Cosentino” de Debora Aguiar com escultura dupla de Ascânio MMM. Clique para ver maior.

Débora Aguiar volta em altíssimo estilo com a maior casa da mostra: nada menos que 1.100 metros quadrados para que ela – quase uma “rainha” cortejada e amada por seus inúmeros “súditos” durante tantos eventos anteriores – pôde esbanjar como quis. E o fez com a competência de sempre. O exterior é maior que o interior na chamada “Casa Cosentino“, mas ela foi feliz com a mega piscina do jardim central que bem distribui a circulação entre exterior e interior. Inspirada nos quatro elementos da natureza – água, terra, fogo e ar – o projeto de casa urbana tem como proposta levar a natureza de fora para dentro dos espaços. “Essa transparência junto à natureza é o que busco em meus projetos para trazer aconchego e bem-estar”, diz a arquiteta.

Toda a beleza do ‘Living‘ e sua estante também de pé direito duplo. Clique para ver maior.

Apesar do piso frio em Dekton® – pedra industrializada que imita o mármore à perfeição, da Cosentino – a casa é elegantíssima com móveis, tecidos e iluminação de alto luxo, distribuídos com todo desvelo que sua equipe bem sabe fazer, com tons neutros nobres que vão do branco ao negro, com ênfase nos cinzas e meios tons de beges. É tudo que se pode desejar de uma casa atual e bastante sofisticada, mas sem excessos, o que é melhor.

A lareira, com seus 7 metros de altura, faz a conexão entre estar e jantar.

A casa foi pensada para um casal antenado, viajado e amante das artes e a proposta é a de levar a natureza de fora para dentro dos espaços, seguindo o tema deste ano – “Casa Viva” – onde os ambientes são refúgios sofisticados e exuberantes. É uma casa completa, com hall de entrada e social, suíte master com closet e banheiro, home theater, espaço gourmet, sala de jantar, área de aperitivo com lareira e living. Na área externa, um belo jardim com piscina, terraço com lareira ao ar livre, gazebo fitness e lounges de descanso e contemplação. Tudo se integra perfeitamente permitindo a convivência e a privacidade de acordo com o desejo do morador. Segundo a arquiteta, “toda a circulação e integração dos espaços estão voltados para o jardim, favorecendo muito a luz natural abundante e levando o verde para dentro dos ambientes“.

A cozinha gourmet com super tora de madeira fazendo as vezes de mesa. Clique para ver maior.

Outro diferencial são as obras de arte presentes em todos os espaços, tanto internos quanto externos. São quadros e esculturas de grandes artistas como Brecheret, Ceschiatti, Bruno Giorgi, entre outros. O living tem pé direito duplo, com nada menos que sete metros de altura que a majestosa lareira acompanha, criando um eixo e um ponto central de integração do espaço entre jantar e estar.

O belíssimo jantar, com iluminação noturna. Clique para ver maior.

O mobiliário se volta para a área externa e para a estante que preenche toda a parede deste ambiente. Na sala de jantar uma mesa de madeira de cinco metros de comprimento mais aparadores estão aliados à composição dos 30 pendentes escultóricos do designer Ingo Maurer. Além disso, uma adega com retro iluminação feita em pedra translúcida destaca os suportes para as garrafas.

Todo o charme da acolhedora ‘suíte master‘ da casa de Debora Aguiar. Clique para ver maior.

A suíte master, com closet e banheiro, é acolhedora e cria um espaço privativo com mobiliário brasileiro e italiano. Tanto na área íntima do quarto como no closet, o piso é em madeira parquet num tom claro acinzentado. Interligado ao quarto, o closet generoso traz uma ilha central e armários com portas fechadas e de vidro, além de nichos revestidos em couro para a exposição de bolsas e acessórios especiais. Ainda no quarto, o banheiro do casal tem como destaque o piso e a majestosa banheira personalizada.

 

O home theater externo, voltado para a piscina. Clique para ver maior.

Ainda há para ver o home theater com um painel principal que recebe a TV, esculturas, quadros e objetos de arte e um espaço gourmet anexo à cozinha, que conta com uma grande ilha central, além de uma mesa em tora maciça de seis metros. Uma estante em metal com pequena horta de temperos completa o ambiente que tem bastante luz natural.

Além de bela, a piscina tem todo o conforto. Clique para ver maior.

No exuberante exterior, a piscina toda revestida com uma pedra em tom de cinza, tem um formato único e cria uma atmosfera de um grande lago. O terraço e lareira ao ar livre também chamam atenção com confortáveis lounges, além de uma área de solarium com grandes futons para relaxar à beira d’água. Além disso há um gazebo fitness com equipamentos de última geração, poltronas e um belo painel de pedras envoltos por muita vegetação, natureza e detalhes especiais de iluminação indireta. Ufa, que casa, hein? 

 

Olha o relógio lá em cima da casa do Dado Castello Branco na Casa Cor© São Paulo 2018!

Com uma bela escada helicoidal que chama atenção sobre si bem no meio do estar, a “Casa do Relógio” de Dado Castelo Branco, meio que me deixou em dúvida: se por um lado a escada é um fator nobre e de bela presença, ela também interrompe a visão e pode pesar muito no espaço, será? Bem, depois de muito analisar (ao vivo e a cores seria mais fácil, né?  ) achei finalmente que não, ela fica bem onde está.

A escada que pontua a casa: fica super de acordo, sim!

São 283 metros quadrados que Dado soube tirar partido e caprichou na praticidade, com o uso de automação por todos os pontos, além de muitas aberturas para a natureza. Segundo o profissional, apesar de contemporânea, a casa foi inspirada nas townhouses de Amsterdam e Londres, indicada para pessoas que gostam de arte, culinária, vinho e da integração com o verde. Chama a atenção o belo piso de madeira certificada e os lindos móveis de Etel Interiores, alguns assinados por ele mesmo.

Uma das imagens mais divulgadas: o living da “Casa do Relógio“. Clique para ver maior.

 

Vale lembrar que, em quase 20 anos de participação em Casa Cor©, é a segunda vez que o arquiteto e sua equipe constroem uma casa a partir do zero. Trata-se portanto de um projeto de arquitetura e decoração onde ele mostra uma casa completa, em pequena escala, conceitos de modo de vida – como a integração dos espaços – onde se agrega living, home office, cozinha, adega e sala de jantar todos integrados. “Livros, obras de arte, vinhos, som, panelas, tudo faz parte do mesmo contexto e principalmente, a integração do interior com o exterior”, comenta Dado. O projeto traz essa proposta de acordo com as escolhas do arquiteto em cada detalhe. A dualidade entre o acolhimento oferecido pela madeira encontrando o concreto, frio e impassível, ganha força quando ambos materiais se encontram num mesmo plano.

A elegante e bela sala de refeições.

O resultado é um ambiente moderno e, ao mesmo tempo, intimista. O jardim projetado pelo paisagista Rodrigo Oliveira pode ser visto através das aberturas laterais que também favorecem a iluminação natural. Outros ambientes recebem diferentes tipos de iluminação, indireta ou com abajures. Dado optou pela escolha de tons neutros, o que pode ser compreendido pelos móveis de marcas sofisticadas e muito elegantes. E por que “casa do relógio”? É por que há um relógio bem em cima da casa! 

 

Uma imagem do exterior da nobre Syshaus de Arthur Casas com seu paisagismo adequado e seu sustentável telhado verde.

Uma das sensações de Casa Cor© São Paulo neste ano, Syshaus se apresenta como um sistema construtivo pré fabricado modular para casas de alto padrão que está sendo pré lançado na mostra pelas mãos de ninguém menos que Arthur Casas. O arquiteto consagrado assina o projeto e dá as caras no evento apenas para mostrar que pode dar encanto a qualquer coisa que apresente: a construção se transforma em uma verdadeira peça de design que pode ser adquirida pelo morador da mesma forma que adquire um móvel, à perfeição, bastando escolher o terreno onde será montada em poucos dias, praticamente sem resíduos e sem água.

Note que a beleza dos interiores estão dentro da característica minimalista da tradição do arquiteto decorador, com cores claras e móveis cheios de estilo. Clique para ver maior.

Trata-se efetivamente de uma nova maneira de morar, uma nova proposta de construção que está sendo apresentada em Casa Cor©: em um espaço de 200 metros quadrados, a startup Syshaus, expõe como conseguiu reinventar um dos mercados mais tradicionais, criando casas de luxo pré fabricadas que mesclam tecnologia de ponta, soluções de engenharia sustentável e o melhor do design urbano. Segundo informações deles, foram cinco anos de intensa pesquisa para alcançar um sistema construtivo exclusivo, que entrega casas de alto padrão em até 60% de tempo a menos do que em processos tradicionais. Para chegar a esse nível de eficiência a Syshaus inverteu a equação e aposta em mais industrialização e tecnologia e menos construção, sendo uma verdadeira solução de design. Além do sistema produtivo ágil, a Syshaus é sustentável do início ao fim de seus projetos. Com a tecnologia da marca, a casa chega ao endereço 95% pronta para a montagem, sem gerar resíduos e nem consumir água – abundantemente desperdiçada em obras convencionais.

A sala de refeições e o estar. Repare na solução modular do teto e da iluminação. Clique para ver maior.

Nomeada como “ecossistêmicas”, as casas são projetadas com sistemas eficientes e matérias-primas 100% recicláveis, e por isso não são necessárias adaptações para incluir soluções sustentáveis: a casa já é entregue com mecanismos de captação e reuso de água da chuva, energia solar por meio de painéis fotovoltaicos e biodigestor, que transforma lixo orgânico em gás para utilização na cozinha e lareira. Ainda é possível optar pela cobertura verde, que contribui naturalmente para o conforto térmico e acústico. Ou seja, além de contar com eficiência energética que permitem custo zero na conta de energia, as casas da Syshaus também possuem recursos de automação, fechaduras inteligentes acionadas pelo celular, câmeras conectadas ao dispositivo móvel, sistema de gestão de controle da água, dentro outros muitos itens que o cliente pode incluir em sua casa. As casas Syshaus poderão sempre conter todas as tecnologias inovadoras, já disponíveis ou que venham a ser descobertas no futuro, pois seu modelo permite um processo constante de atualização e evolução.

O quarto é pequeno mas confortável. Cortinas dão privacidade frente aos panos de vidro. Clique para ver maior.

Todo esse show de tecnologia é prometido com o projeto de interiores junto: a Syshaus convidou Arthur Casas para assinar a primeira linha de casas da marca e o primeiro exemplo é a casa em exposição na Casa Cor© São Paulo. Nos ambientes estão reunidos móveis, utilitários, acabamentos e até mesmo acessórios desenhados por Casas em parceria com grandes empresas e indústrias nacionais – sendo a maior parte lançamentos de uma série de parceiros também de alta qualidade. O arquiteto concebeu os interiores dentro do conceito free standing, isto é, armários e cozinha, que normalmente são fixos, chegam na casa em módulos. Dessa forma, em caso de mudança, é só desmontar e transferir tudo para o novo endereço. A linha de casas assinadas por Arthur e equipe permite variações quanto a acabamentos, revestimentos e layouts, de modo que o cliente pode escolher a de sua preferência.

O banheiro tem um ar bem masculino, mas é compacto e atende bem.

A opção pelo visual da madeira clara é realmente encantador e fascina quem sonha viver numa casa de grife assinada por um membro do ‘Star System‘ nacional em ambientes praticamente feitos sob medida para sua família. Resta saber dos meandros construtivos, isto é, toda a parte de funcionamento real de uma casa, que vai do esgotamento hidro sanitário aos acabamentos de elétrica que costumam ser o diferencial/a pedra de toque dos trabalhos de alto padrão de arquitetos como Casas, que levam bastante tempo – e muitos bons profissionais envolvidos – para ficaram simplesmente, perfeitos. Acredito que a Syshaus tenha se preparado bastante para muitos desafios, mas só com o tempo para que saibamos da “real realidade” – Ou seja, só o tempo dirá como essas casas funcionarão no dia a dia, principalmente diante de tantos problemas que nosso país, “meio louco”, oferece a qualquer coisa que se apresente como “pronto” e “de alta qualidade”. 

Ufa! Foi grande o post de hoje, não? Mas também, casas lindas, com mil detalhes. Aguardem o próximo… 

Veja aqui a primeira parte deste post.

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